Ensino Médio na Berlinda
O ensino médio, hoje, tem elevadas taxas de evasão. Isso precisa ser contornado.
O ensino médio, hoje, tem elevadas taxas de evasão. Isso precisa ser contornado.
Ao eleger, com 35 votos, o professor Ricardo Cavaliere para o seu quadro de membros efetivos, a Academia Brasileira de Letras ganhou um novo filólogo, para fazer companhia ao consagrado mestre que é Evanildo Bechara, hoje presidente da sua Comissão de Lexicografia e Lexicologia. Ele chega à Casa de Machado de Assis cheio de planos e ideias, como a realização do dicionário que sempre foi um sonho da instituição.
No mês de maio, os países lusófonos celebram o 'mês da língua portuguesa'. Essa homenagem ao idioma e à cultura de origem portuguesa é um reconhecimento à relevância da língua e dos traços culturais partilhados por aqueles países que têm com Portugal uma relação histórica?
Não é a primeira vez que tenho o privilégio de falar à Academia das Ciências de Lisboa, a cujo quadro de sócios correspondentes tenho a honra de pertencer graças a uma ação amiga do acadêmico António Valdemar. Aproveitei essa minha primeira viagem ao exterior após a pandemia de covid-19 para realizar uma boa meditação sobre o destino da educação brasileira. Abordei um tema que começa com as atividades pioneiras da Companhia de Jesus. Incrível como os seis primeiros jesuítas que aqui aportaram, no governo Tomé de Souza, fizeram um trabalho de realce em favor da educação.
Ao eleger, com 35 votos, o professor Ricardo Cavaliere para o seu quadro de membros efetivos, a Academia Brasileira de Letras ganhou um novo filólogo, para fazer companhia ao consagrado mestre que é Evanildo Bechara, hoje presidente da sua Comissão de Lexicografia e Lexicologia?
Na casa de Machado de Assis, em recente votação, ninguém estranhou a quantidade de votos obtidos pela escritora, crítica literária a ensaísta Heloísa Buarque de Hollanda: 34 votos, quase a totalidade dos imortais existentes.
A Academia Brasileira de Letras, nos seus 125 anos de existência, não cuidou somente de língua e literatura. Teve que se ocupar também de graves problemas nacionais, como agora se deparou com a propagação do ódio em vários dos nossos Estados?
No início deste ano, estive, com a minha mulher, Ruth, no pampa gaúcho a convite do diretor da Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul, Gilberto Schwartsmann, curador da impecável mostra Caminhos de Proust, quando ministrei a palestra Memórias de Proust.
Havendo verbas, a Biblioteca Nacional pode dar um salto fundamental na aquisição de obras, sobretudo de novos autores, nos vários campos do conhecimento?
Era a situação precária da escola de Teatro Martins Pena, situada no centro da cidade, que passava por enormes dificuldades financeiras, inclusive com o risco de desabamento?
Vieram as 88 escolas do período de Secretário de Estado de Educação e Cultura, entre 79 a 83. Com a ampliação do nosso orçamento, graças a medida do governador Chagas Freitas, batemos o recorde fluminense. Vieram escolas em muitas, e antes desassistidas cidades, numa seleção de locais bem diversificada?
A vida de um secretário de Estado no Rio de Janeiro tem tudo para não ser monótona. Ao contrário, enche de satisfação o seu eventual titular. A primeira vez que experimentei essa sensação foi em 1969, quando tive o prazer de inaugurar o grande planetário do Rio de Janeiro, na Gávea. Era um sonho que realizava, com a ajuda inestimável do Ministério da Educação, que cedeu o equipamento alemão Zeiss-Jena.
Na Academia Brasileira de Letras tive o privilégio de conviver com a primeira mulher eleita para a Casa de Machado de Assis: Rachel de Queiroz, autora do clássico 'O Quinze' e minha amada madrinha, sempre muito lembrada?
Agora, é um outro Ruy que entra, o Castro, que se notabilizou em dois campos do conhecimento: o jornalístico e o literário, com as suas vitoriosas biografias?
Como vice decano da Academia Brasileira de Letras, tenho acompanhado bem de perto o movimento de renovação da casa que consagrou a vida e a obra de imortais como Austregésilo de Athayde e Ruy Barbosa. Agora, é um outro Ruy que entra, o Castro, que se notabilizou em dois campos do conhecimento: o jornalístico e o literário, com as suas vitoriosas biografias.
Com a saúde fragilizada desde a infância por conta da asma, a vida de Proust é, sem dúvida, o testemunho do permanente esforço para adaptação à doença, para a resistência ao sofrimento. Chegou até a dizer que 'a ideia da morte o acompanhava com a mesma constância quanto a da própria identidade'?