A língua portuguesa segue em constante transformação, sempre impulsionada pela tecnologia e pela comunicação acelerada. Nesse processo, novos termos surgem, outros caem em desuso e alguns simplesmente nunca existiram oficialmente, embora continuem sendo usados por grande parte da população.
Essas chamadas “palavras fantasmas” não constam nos dicionários, mas resistem no cotidiano, criando dúvidas e erros recorrentes.
Por que usamos palavras que não existem?
Especialistas explicam que o fenômeno ocorre por analogia linguística. O cérebro tenta aplicar regras de conjugação ou derivação de forma automática em palavras que não seguem a norma padrão, criando formas que “soam corretas”.
No ambiente digital, onde a escrita é rápida e pouco revisada, esses erros acabam sendo repetidos e normalizados.
Segundo a Academia Brasileira de Letras (ABL), o uso contínuo não é suficiente para legitimar um termo. A estabilidade do idioma depende do respeito às formas consagradas pelo uso e pela tradição escrita.
Erros comuns que parecem corretos
Algumas palavras são tão repetidas que passam a impressão de corretas. Entre os exemplos mais frequentes estão “menas”, em vez de “menos”; “seje” ou “esteje”, no lugar de “seja” e “esteja”; “interviu”, quando o correto é “interveio”; “uma perca”, em vez de “uma perda”; e “tinha chego”, forma inexistente no português padrão.
Impacto na imagem profissional
No mercado de trabalho, a forma de se comunicar é um diferencial competitivo. O uso de palavras que não existem pode comprometer a credibilidade, seja em relatórios, e-mails institucionais e apresentações.
Em processos seletivos ou cargos de liderança, esses deslizes costumam ser interpretados como falta de atenção ou domínio da língua.
Consultar fontes oficiais, como o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), é uma forma simples de evitar esse tipo de erro.
Como uma palavra passa a existir oficialmente?
Para ser incorporado ao idioma, um termo precisa apresentar uso frequente, abrangência nacional, necessidade semântica e resistência ao tempo.
Criatividade tem limite?
Na escrita formal, sim. A inovação linguística é bem-vinda em contextos criativos, mas a escrita formal exige o cumprimento de regras que garantam a compreensão do texto. Evitar palavras inexistentes é garantir clareza e respeito ao idioma.
Matéria na íntegra: https://diariodepernambuco.com.br/dpmais/palavra-foi-excluida-da-lingua-portuguesa-e-as-pessoas-seguem-usando/
11/02/2026