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Artigos

  • Memórias de um sobrevivente

    Adolpho Bloch era um otimista nato. Vivia repetindo uma frase que se tornou célebre: “Nossa riqueza é o otimismo.” Foi um defensor entusiasmado da mudança da Capital para Brasília e foi esse fato que o ligou, como irmão, ao então presidente JK.  Sofreu muito com a sua cassação e jamais abandonou essa  amizade, como sou testemunha privilegiado.  Sabendo das dificuldades financeiras do ex-presidente, incumbiu-me por duas vezes de levar-lhe suprimentos financeiros (7 mil dólares por vez), para que pudesse ter vida tranquila em Nova Iorque e Paris.  Adolpho me dizia: “Ele não foi acusado de ser a sétima fortuna do mundo?  Está sem dinheiro para viver lá fora.” 

  • Estrangeirismos de estrangeirismos

    Quando estive em Tóquio, graças a um voo inaugural da saudosa Varig, espantei-me, logo no primeiro jantar, com o pedido de 'pão' ao garçon, feito por um nosso anfitrião. Pão, o que seria pão em japonês? O espanto maior é que era pão mesmo, palavra deixada entre os nipônicos pela passagem de jesuítas portugueses poraquelas paragens.

  • Cultura e educação vivem juntas

    É costume discutir, academicamente, quem vem primeiro: a cultura ou a educação.  A nosso ver, não há a menor dúvida de que  a educação é filha dileta da cultura. O que existe é o processo cultural, de que a educação faz parte, com a sua importância vital.  É relevante reconhecer o fenômeno, quando se focaliza a presença da mídia eletrônica em nossas vidas.

  • Memórias de um sobrevivente

    Com este título, a Nova Fronteira está lançando um novo livro de Arnaldo Niskier, com o subtítulo "A Verdadeira História da Ascensão e Queda da Manchete". É o terceiro livro que, em menos de quatro anos, evoca um dos homens mais complexos do seu tempo: Adolpho Bloch.

  • A triste geração do nem-nem

    A notícia dos jornais é bastante auspiciosa: o Rio de Janeiro revitalizará a sua histórica indústria da construção naval.  Precisará de imediato de 25 mil novos profissionais para trabalhar na área, que tem enormes  encomendas inclusive da Petrobras.  A questão que se coloca é a formação desses recursos humanos em tempo hábil.                                      A crise econômica mundial, que criou problemas inclusive para os Estados Unidos, às voltas hoje com mais de 8 milhões de desempregados, atingiu em cheio a zona do euro.  São conhecidos os óbices vividos por países como a Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda e Itália, com a dramática verificação de que os maiores prejudicados são os jovens em início de carreira. Os postos de trabalho rarefeitos provocam, como consequência, menor procura pela escola média, fenômeno que infelizmente se aproxima também do Brasil.                                       Na Europa fala-se na “geração ni-ni”, ou seja, “ni trabajo, ni estudio”. É uma situação que as autoridades consideram extremamente desconfortável. Aqui no Brasil surgiu a “geração nem-nem” (nem trabalho, nem estudo). De um total de 27 milhões de jovens de 18 a 25 anos de idade, temos 5,3 milhões (a maioria é de mulheres) que não estudam, não trabalham e desistiram de procurar emprego, condenados ao ócio extremamente perigoso, nessa faixa etária. É o vestibular para a delinquência ou a entrega ao uso de drogas, de presença nitidamente ampliada, na realidade brasileira, pressionada pelas facilidades fronteiriças (em especial com Bolívia e Peru), fornecedores de maconha, cocaína e crack em escala surpreendente.  Os dados são do Censo do IBGE de 2010, portanto bastante atualizados e sem que providências oficiais sejam tomadas para reverter o problema.                                   Este assunto tem sido debatido em reuniões sucessivas do Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).  Sabe-se que a solução passa por uma educação profissional qualificada, como as escolas técnicas federais e o Sistema S são perfeitamente capazes de ministrar. A presidente Dilma Rousseff demonstra publicamente o desejo de que se dê adequada assistência técnica a esses jovens e relata experiências animadoras.                                       Mas nem sempre o cenário é positivo.  Quando se anuncia que vamos importar 30 técnicos de Portugal, para ajudar no desenvolvimento brasileiro, quem pode saudar a medida oficial? Ela é coerente com a importação de 300 especialistas chineses para trabalhar em siderurgia, como se não fôssemos capazes de prover o setor com os nossos jovens.  É preciso que haja um esforço de coerência nessas medidas, o que nos tem faltado de um modo geral.  Quando a Coréia, por exemplo, espantou o mundo com o seu crescimento, não foi graças à importação de jovens talentos estrangeiros.  Ao contrário, ainda mandou muitos dos seus rapazes e moças para estudar no exterior, com a garantia de, na volta,  ter  o emprego assegurado.

  • Manchete na história

    Adolpho Bloch era uma otimista noto. Vivia repetindo uma frase que se tornou célebre: “Nossa riqueza é o otimismo”. Foi um defensor entusiasmado da mudança da Capital para Brasília e foi esse fato que o ligou, como irmão, ao então presidente JK. Sofreu muito com a sua cassação e jamais abandonou essa amizade, como sou testemunha privilegiado. Sabendo das dificuldades financeiras do ex-presidente, incumbiu-me por duas vezes de  levar-lhe suprimentos financeiros (7 mil dólares por vez), para que pudesse ter vida tranquila em Nova Iorque e Paris. Essa demonstração de solidariedade sempre me emocionou. Relembro esses fatos em meio a tantos outros, no livro que será agora lançado.

  • Jorge Amado volta a Ilhéus

    Ao jantar no bar Vesúvio, em Ilhéus, é possível encontrar a escultura de Jorge Amado, como se fosse ele próprio, sentado numa das mesas daquele lugar consagrado na obra do escritor baiano. De sandálias e tudo. Ninguém resiste a cumprimentar o autor de Gabriela, como se ele pudesse responder ao agrado. É muito forte a sua presença na capital do cacau, onde residiu, depois de nascido em Itabuna.

  • Linguagem popular, sim ou não

    No debate em torno de uma conferência, na “Semana de Arte” promovida pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, no píer Mauá, um aluno do interior perguntou se deveríamos condenar a linguagem popular, “pois esse pessoal fala de forma inadequada”.                                Primeiro, tivemos que esclarecer a diferença entre linguagem popular e regionalismos.  Os termos utilizados por escritores como Guimarães Rosa, Rachel de Queiroz, José Cândido de Carvalho, João Ubaldo Ribeiro, Jorge Amado e Dias Gomes, para só ficar nesses exemplos, são típicos da cultura local, que deve sempre ser respeitada.  As expressões, apesar de inovadoras, podem vir a figurar em dicionários e vocabulários de transmissão da norma culta ou padrão, sem nenhuma dificuldade.  Os regionalismos são sempre aceitos.                                 Em segundo lugar, temos a questão controvertida da chamada linguagem popular.  O filólogo Antonio Houaiss chegou a popularizar o verbete “mengo”, diminutivo do clube mais popular do Brasil.  Mas ele jamais aceitaria adotar a palavra “pobrema” ou “areoporto” e dar-lhes o status de uma expressão legítima do português contemporâneo.

  • Jorge amado e os jesuítas

    O motivo da nossa ida a Ilhéus  foi o convite da reitora Adélia Maria de Carvalho Pinheiro para uma palestra, na Universidade Estadual de Santa Cruz, a propósito do cenário de Jorge Amado. Falei  para os alunos e professores da instituição pública que já tem 21 anos de existência e hoje abriga uma comunidade escolar de 11 mil pessoas, situando-se entre Ilhéus e Itabuna.

  • Educação e inovação

    Com a presença de autoridades e especialistas, a Fundação Getúlio Vargas realizou em sua sede, no Rio de Janeiro, o seminário nacional “Desafios educacionais com foco na inovação”, sob a coordenação dos professores Fátima Bayma e Antonio Freitas.  Foi uma excelente oportunidade para debater os nossos  principais problemas, partindo da premissa de que o ensino fundamental, quanto ao atendimento, vai bem, obrigado.  Está praticamente universalizado.  A questão toda se concentra na qualidade do que é ministrado, com a certeza de que operamos com uma enorme precariedade na área do magistério.  Outra certeza é a de que temos um ensino médio caótico, precisando de um ajuste urgente.  Há muita desistência nesse segmento e as causas são variadas.  A principal delas é o declarado desinteresse dos estudantes pelo enxundioso currículo com  que se veem às voltas, hoje com 13 matérias (há projetos para ampliar ainda mais esse número).  O pensamento dos jovens é bastante objetivo: pra que vou me dedicar a tantos assuntos que aparentemente não têm nada a ver com o que vou me envolver,  no ensino superior?

  • A irresistível mídia eletrônica

    A discussão em torno da sobrevivência (e por quanto tempo) da mídia impressa tornou-se secundária. Isso porque os estudiosos confiam que, ao longo de muitos anos, haverá uma convivência harmônica das mídias impressa e eletrônica. A reforma recente do jornal O Globo, por exemplo, é muito sintomática. Foram gastos milhões na versão impressa, sinal de confiança no futuro.

  • Gol contra

    Tínhamos tudo para caminhar serenamente, em nosso país, na implantação do Acordo Ortográfico de Unificação da Língua Portuguesa.  Ele foi aceito por todas as camadas da nossa população, mas no último minuto, quando o jogo parecia ganho, o Governo fez um gol contra, adiando o início para 2016, de forma incompreensível para os brasileiros.                                                   Embora parecesse pacífica a implementação do Acordo Ortográfico de Unificação da Língua Portuguesa, na sua versão de 1990, a comunidade lusófona reagiu de maneira diferente.  O Brasil aderiu com entusiasmo a  essa ideia desimplificação.  A partir de 2013 todos os seus instrumentos de comunicação, como jornais, revistas, livros e emissoras de rádio e televisão obedecerão aos ditames do Acordo, sacramentado pelo ex-presidente Lula, em 2008, numa simpática cerimônia, simbolicamente realizada na sede da Academia Brasileira de Letras.                                                  O mesmo, infelizmente, não está ocorrendo em Portugal e nas nações luso-africanas.  Há fortes reações, com argumentos inaceitáveis: o Brasil estaria exercendo uma forma de neocolonialismo, querendo impor a sua vontade cultural.  Alguns jornais portugueses, como Correio da Manhã, Jornal de Notícias, Público, i, Diário Econômico e Jornal de Negócios, além da revista Sábado, desrespeitam o Acordo e agem como se estivessem com a corda no pescoço.  Não existe o consenso social mínimo em torno do assunto.                                           Um bom número de intelectuais protesta contra o que eles classificam como   “empobrecimento da língua portuguesa”.  A Faculdade de Letras de Lisboa está na linha do que se pode classificar como desacordo.  O jornal “Público” anuncia com entusiasmo que o governo brasileiro estaria para dar uma volta e conceder um prazo de mais seis anos para tornar obrigatórios todos os  postulados.  Não é o que se espera.  Livros, jornais e revistas circulam de acordo com as novas regras, com a expectativa de que assim será possível sonhar com a oficialização do nosso idioma na Organização das Nações Unidas, uma velha reivindicação estratégica, que se liga ao pedido para que tenhamos assento permanente no Conselho de Segurança da entidade.                                          O curioso, nessa história toda, é que o Acordo contempla a maioria dos itens da Reforma de 1945, que recebemos de Portugal.  Não se mexe na forma de falar, garantindo-se a individualidade dos sotaques (prosódia).  A  quantidade de palavras mexidas é mínima (menos de 3% dos termos usuais) e a grita pode esconder interesses econômicos  disfarçados: o medo de o Brasil, com isso, procurar a conquista de novos mercados no exterior para os seus livros, por exemplo.                                          O que há de concreto é a decisão política de simplificar o idioma de Camões, aliás, hoje mais fácil de entender pela semelhança com o  português que praticamos.  O ano de 2013 será marcado pela adoção plena, pelos 200 milhões de brasileiros, de uma grafia simplificadora, apesar dos embaraços com que ainda nos deparamos diante dos  hífens  traiçoeiros.  Mas isso é questão de tempo.

  • Dupla escola

    Foi uma cerimônia muito bonita, na Associação Comercial do Estado do Rio de Janeiro.  O presidente Antenor Barros Leal e o responsável pela Comissão de Educação da ACERJ, professor Celso Niskier, entregaram a personalidades o Troféu Barão de Mauá, que celebra belos feitos realizados em favor da nossa educação.  Entre eles, o projeto “Dupla Escola” desenvolvido pelo Secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia.                                                      Trata-se de uma das jóias da coroa do Governo do Estado, celebrando o crescimento de forma integrada, unindo escolas e empresas do Rio de Janeiro.  O novo modelo, ligado à educação profissional, dá certificados de  ensino médio e propõe aos alunos, ao mesmo tempo, o ideal da qualificação profissional.                                                      Conhecemos desde a origem a parceria do Colégio Estadual José Leite Lopes, na Tijuca, com o Instituto Oi Futuro.  O ensino integra disciplinas  com base na educação profissional e foco voltado para a florescente indústria  de  jogos eletrônicos.  Foi o início de um processo, depois ampliado, abrangendo outras escolas, como o Colégio Estadual Valentim dos Santos Diniz, mantido pelo Instituto Grupo Pão de Açúcar em São Gonçalo, e o C.E. Erich Heine, que recebe subsídios da Thyssen Krupp CSA.  Na primeira instituição os jovens são capacitados nas áreas de Leite e Derivados e Panificação através do Núcleo Avançado em Tecnologia de Alimentos (NATA).  São atendidos cerca de 600 alunos.  De  que maneira se promove o trabalho? A escola cumpre o seu papel e como sempre faltam recursos para a contratação de mão de obra qualificada, as empresas parceiras cuidam dessa parte.  É uma forma de dar nova vida ao ensino médio oficial.   Esse projeto ganhou  divulgação e será ampliado pela SEDUC, como é desejo do titular da pasta da Educação: “Assim, os alunos permanecem mais tempo na escola e passam por momentos agradáveis e produtivos, trocando experiências.”                                                    Outras escolas caminham no mesmo sentido.  A experiência ganhou vida no C.I.E. Miécimo da Silva, em Campo Grande, onde há cursos integrados de Edificações, Informática e Administração, com bons laboratórios, e também no C.E. Dom Pedro II, de Petrópolis, que desenvolve cursos para a produção de vídeo e áudio.                                                   Como o movimento cresce de forma segura, podem ser assinalados êxitos também no C.E. Agrícola Almirante Ernani do Amaral Peixoto, em Magé, no C.E.Infante D. Henrique, tradicional escola de Copacabana, onde há cursos de Turismo e Hotelaria, e no C.E.Agrícola Rei Alberto I, de Friburgo, que ministra Dupla Escola em Administração, além do tradicional curso de Agropecuária.                                                  A consequência de todas essas providências é que os exames nacionais de avaliação da rede pública fluminense assinalam incremento qualitativo, o que  anima bastante os seus dirigentes.  Estão ficando para trás os tempos do desânimo e vive-se uma nova perspectiva de expansão, em todos os sentidos.

  • Chaplin e outros ensaios

    Quando se deseja uma leitura agradável, é sempre bom acompanhar o que escreve o ensaísta Carlos Heitor Cony, uma espécie de mago das letras, pois faz sucesso nos mais diversificados gêneros.  Para os apressados, bastaria acompanhar as suas crônicas na Folha de São Paulo, onde há muitos anos tem uma posição cativa.  Crítico irreverente, por vezes usa de um lirismo muito próprio, ao descrever por  exemplo  as belezas da  Lagoa Rodrigo de Freitas, bairro onde tem residência fixa.  Em segundo lugar, a Itália e seus mistérios, como as deliciosas histórias de Positano, cidade de que é frequentador assíduo.                                 Pois Cony não liga muito para a idade e continua a brindar o seu público com livros de primeiríssima qualidade.  É o que acaba de acontecer com o seu “Chaplin e outros ensaios”, da editora Topbooks.  Fez um traçado mais que perfeito do genial cineasta, desvendando intenções que passariam despercebidas aos menos atentos.  Com uma notável acuidade interpretativa, como assinala o acadêmico Antonio Carlos Secchin, Cony não se acanha de ficar à contracorrente do pensamento majoritário, ou seja, é um declarado cultor da independência.  Como Carlitos, entende que a estrada humana comporta muito pó, e quase nenhuma esperança.                                Em mais de 150 páginas do livro, mostra que Carlitos é a nossa luta.  Descobre, no exame  acurado da sua biografia, que Chaplin era meio-judeu, pois sua mãe Hannah provinha da coletividade israelita da Irlanda.  Aqui se estabelece uma discordância, pois filho de mãe judia é judeu ( e não meio).  Carlitos não é  comunista, mas um ser humano dotado de uma feroz individualidade.  Ao fazer “O grande ditador”, deixou clara a sua repulsa ao crescimento do nazismo.  Lutou com as armas de que dispunha.  Na hora da adversidade, sentiu-se judeu.                                 Para Carlitos, a recompensa se traduz sempre no pão e no amor.  Depois de brilhar em quase uma centena de filmes mudos, Chaplin saiu-se com esse pensamento: “O cinema é uma arte pictórica.  O som aniquila a grande beleza do silêncio.”  Era uma forte justificativa, mas que não perdurou.  Ele chegou a sonorizar alguns filmes, como “Tempos modernos” e “Luzes da cidade”, dois dos seus mais emocionantes clássicos, sempre deixando o vagabundo a um passo do ridículo e do sublime (como a sua paixão pela vendedora de flores que era cega).  Fez da mímica uma arte incomparável.                                  No citado livro de Cony, há outros ensaios também destacados.  Abordou o romance carioca, para se referir a Machado de Assis, Manuel Antonio de Almeida e Lima Barreto, nos quais se exprime a essência dos nascidos no Rio.  É claro que o maior destaque é para Machado, com o seu estilo em que não aparecem paisagens, cores, árvores ou mesmo o sol.  Ele compôs o mosaico do seu tempo, valorizando aspectos da psicologia dos seus personagens.  E assim se tornou também genial.                                   Pedindo “luz, mais luz”, Cony citou Goethe, como poderia ter falado no matemático escandinavo Abel, que morreu aos 26 anos de idade com o mesmo desejo.  Focalizou Guimarães Rosa (com o amor impossível por Diadorim), Teilhard de  Chardin, Victor Hugo, Mark Twain, Suetônio, Gorki... para  terminar em Nero, que morreu aos 31 anos de idade, depois de ser imperador de Roma por 14 anos.  A razão dessas escolhas é um segredo  muito bem guardado por Carlos Heitor Cony.

  • Somos um país sério?

    A história do marechal Charles De Gaulle tornou-se clássica. Num dado momento, lançou a dúvida: "O Brasil é um país sério?". Muitos de nós ficamos chocados. Isso feriu o orgulho nacional.