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Artigos

  • Só Deus sabe...

    Quando um jogador de futebol se machuca, diz-se que foi para o estaleiro. Utilizando a linguagem popular para a educação profissional, não será exagero considerar que ela também se encontra no estaleiro. Não que haja unanimidade nisso, pois devemos excluir de qualquer crítica a notável contribuição das nossas escolas técnicas, sempre um modelo de competência da instância federal.

  • A escola mais antiga do Rio

    Quando Cláudia Costin inaugurou a Escola Moacyr Scliar, em Inhoaíba, a rede municipal do Rio  alcançou o impressionante número de 1.068 unidades.  Bateu-me a curiosidade de saber como isso tudo começou.  Graças à minha amiga  Maria Eugênia Stein, tive a agradável surpresa de saber que a escola mais antiga do Rio, que se encontra em funcionamento, no Campo de São Cristovão, tem o nome de Escola Municipal Gonçalves Dias – e foi originalmente construída por iniciativa da Associação Comercial do Estado do Rio de janeiro.

  • Nossa língua, nossa força

    Numa feliz iniciativa de Haroldo Zager , realizou-se em Niterói o VI Fórum das Imprensas Oficiais de Língua Portuguesa, reunindo representantes dos 26 estados brasileiros, além da Imprensa Nacional, que tem sede em Brasília.  Foi um encontro extremamente proveitoso para a troca de ideias e  projetos, todos eles visando à valorização da nossa  língua.  Presentes  também representantes de Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique, México, Uruguai e Chile.

  • Diferenças? Só no futebol

    Como se pode depreender da viagem de uma semana a Buenos Aires e Bariloche, a Argentina não vive o melhor dos seus momentos. Tem uma inflação alta e os empregos não são para todos. O seu governo (Cristina Kirchner) cria barreiras alfandegárias aos produtos de fora e a Índia, por exemplo, que importa óleo de soja, reduziu pela metade as suas encomendas, como forma de retaliação. Enquanto os meios oficiais continuam reivindicando os direitos sobre as Ilhas Malvinas, um conjunto de 12 mil quilômetros quadrados de área no Atlântico Sul, conquistado ou usurpado pela  Inglaterra, em 1833, a solução parece longe de favorecer a Argentina. Os britânicos não aceitam nem conversar sobre o assunto.

  • Heleno, o mito

    O filme de José Henrique Fonseca sobre Heleno de Freitas(1920-1959) não diz tudo sobre o craque botafoguense, interpretado nas telas por Rodrigo Santoro.  Para tentar entender o grande craque, tomo emprestado um trecho de Carlos Heitor Cony sobre o genial compositor Puccini: “Thomas Edison, o maior inventor do seu tempo, deu a Puccini um dos seus primeiros gramofones, com a enorme tuba em ouro, na qual mandou gravar: “Outros depois de mim farão inventos maiores, mas ninguém fará melodias mais belas do que  Puccini.”

  • Sustentabilidade e educação

    A expressão desenvolvimento sustentável está na moda. Tem tudo a ver com as nossas perspectivas de vida saudável. Por isso mesmo, o papel da educação, nesse processo, é fundamental, quando, numa aula de ciências, discute-se a quantidade de animais ameaçados de extinção, como é o caso das ararinhas azuis, que não se encontram mais na natureza (só em cativeiros). Na verdade, estamos preparandoo espírito dos nossos futuros executivos para a necessidade inadiável de respeito aos limites do planeta.

  • José Veríssimo e a educação

    José Veríssimo, nascido em Óbidos(Pará), foi o fundador e primeiro ocupante da cadeira nº 18 da Academia Brasileira de Letras.  Durante toda a sua vida, dedicou-se com fervor à causa da educação nacional

  • Cursos e profissões em profusão

    Ao final, uma explosão de alegria, no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro. Organizadores, empresários e participantes da I Expo CIEE/RJ não se contiveram quando os alto-falantes anunciaram a conclusão, com êxito absoluto, do evento que trouxe, durante três dias, nada menos de 32.520 visitantes aos 52 stands.

  • E a vida em 2052?

    Depois de ter ajudado a publicar, em 1972, um estudo do Clube de Roma sobre "Os limites do crescimento", o acadêmico norueguês Jorgen Randers, especialista em questões climáticas, planejamento de cenários e dinâmica dos sistemas, tenta vislumbrar como será a nossa vida daqui a 40 anos – e para isso contou com a colaboração de 40 autores. São pensadores que se debruçam sobre áreas como economia global e recursos. As previsões foram feitas a partir de modelos de computador, mas têm uma característica eminentemente humana. Prevê-se, por exemplo, que em 2052 a concentração de CO2 na atmosfera continuará aumentando e a temperatura em geral crescerá 2ºC. Mesmo assim produziremos a comida de que necessitaremos, embora seja possível a existência de baques em relação ao milho nos EUA e ao trigo na Índia.

  • O que é assistência social

    Não é que o nosso povo tenha atração pelo embaralhamento das coisas. Mas às vezes até parece que essa é uma predestinação histórica. Veja-se o caso da educação, para alguns autores desatentos sinônimo de ensino e até de instrução. Sabe-se que cada um desses termos tem o seu significado próprio, o que não impediu inclusive legisladores de citarem o sistema nacional  de educação como se fosse sistema nacional de ensino. A educação é muito mais ampla.

  • Sustentabilidade e educação

    A expressão desenvolvimento sustentável está na moda.  Tem tudo a ver com as nossas perspectivas de vida saudável e, por isso mesmo, o papel da educação, nesse processo, é fundamental, quando, numa  aula de Ciências, discute-se a quantidade de animais ameaçados de extinção, como é o caso das ararinhas azuis, que não se encontram mais na natureza (só em cativeiros), na verdade estamos preparando o espírito dos nossos futuros executivos para a necessidade inadiável de respeito aos limites do planeta.

  • Usos e abusos na língua portuguesa

    Na imprensa portuguesa, vez por outra, publica-se crítica à existência do acordo ortográfico de unificação da nossa língua. Alguns jornais afirmam que os filólogos brasileiros encheram o documento de "bizarrices inúteis", enquanto outros reclamam que a Academia das Ciências de Lisboa, parceira do projeto, errou pelo excesso de "cedências" às hipotéticas pressões neocolonialistas do Brasil. É evidente que nada disso faz sentido. Devemos ter mesmo só uma forma de expressão escrita, para que o nosso idioma passe a ser, estrategicamente, adotado como uma das línguas oficiais da Organização das Nações Unidas. Falar é outra coisa. Cada um segue falando de acordo com a sua tradição. Da mesma forma, não se pode defender a existência interna de uma separação linguística, dividindo o falar do rico e do pobre. O Vocabulário Ortográfico, editado pela Academia Brasileira de Letras, tem 370 mil verbetes, o que é uma amostra da sua força e da disponibilidade das palavras para todos. Machado de Assis fez toda a sua extraordinária obra de romancista com o emprego de somente 16 mil vocábulos.   Temos uma realidade plurilinguística, considerando-se basicamente que a norma padrão (culta) deve ser respeitada nos códigos escritos, pois são esses que, mais tarde, os estudantes terão que utilizar nos seus diversos concursos. Veja-se o que aconteceu na seccional paulista da OAB. Dentre os 20.237 candidatos (bacharéis em direito), o índice de reprovação foi de 92,8°/o, o que levou o presidente Luiz Flávio Borges D'urso a afirmar que "há pessoas que chegam à prova e não sabem conjugar verbos ou colocar as palavras no plural".

  • O futuro que queremos

    Há muitas reclamações de que a Rio 92 não trouxe resultados concretos e que a Rio+20 talvez acabe na mesma situação, apesar da presença de tantos chefes de Estado.  Não foi diminuído o efeito do monóxido de carbono em nossas vidas e hoje, mais do que questionar o significado da palavra, discute-se a modernidade do termo sustentabilidade, que nem é tão moderno assim.  No Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, edição de 2004, lá está o verbete, impávido, na página 741.  Não é, pois, uma grande novidade.

  • Abismo da educação média

    Se há um grau de ensino, no Brasil, que anda rateando há muito tempo é o de nível médio. Assinalam-se feitos no ensino fundamental (mais de quantidade do que de qualidade), nossa pós-graduação é digna de ombrear-se com a de países industrializados, há boas perspectivas de avanços na educação infantil, mas o ensino médio representa uma entropia no sistema. Agora mesmo, há estranheza quanto ao número de reprovados em geral e também aos que abandonam os estudos, desinteressados do seu futuro profissional. Segundo dados oficiais, o índice de repetição em 2011 foi de 13,1% (é o pior desde 1999).

  • O acordo será obrigatório

    A proximidade do dia 1° de janeiro de 2013, quando se tornará obrigatório, em nosso país, o respeito aos termos do Acordo Ortográfico de Unificação da Língua Portuguesa, torna essa discussão ainda mais acesa. O Brasil, na verdade, recebeu muito bem as poucas modificações propostas, entre as quais se incluiu o fim do trema, além de uma simplificação vernacular que já veio tarde. Na imprensa portuguesa, vez por outra, publica-se crítica à existência do Acordo Ortográfico de Unificação da nossa língua. Alguns jornais afirmam que os filólogos brasileiros encheram o documento de "bizarrices inúteis", enquanto outros reclamam que a Academia das Ciências de Lisboa, parceira do projeto, errou pelo excesso de "cedências" às hipotéticas pressões neocolonialistas do Brasil.